A hora certa

Já se passaram 4 meses e estar casada com o homem dos meus sonhos ainda parece mentira! Às vezes acordo e fico olhando pra ele ao meu lado e tentando acreditar que é real. Tem sido tudo maravilhoso e estou muito feliz, ele, eu e Fred, o nosso cachorrinho sapeca!

O casamento caiu em descrédito hoje em dia, mas tenho que testemunhar que é muito bom sim quando você faz a escolha certa e não segue as pressões sociais. Quero dizer, casar na hora certa, sem pressão e sem dúvidas entende? Casar pelos motivos certos.

Talvez você esteja pensando: “quem é ela para falar deste assunto com apenas 4 meses de casamento?” Bom, sei que ainda não sou muito experiente e, por isso, não venho falar sobre o casamento em si, mas sim do caminho que percorremos até ele. Meu marido e eu estamos juntos há 8 anos apesar de só agora termos nos casado. Apesar da vontade, das torcidas e do tempo, escolhemos o momento certo. Nos sentimos tão seguros da nossa escolha que a vida tem sido doce e serena a cada dia. Sinto em mim a paz de estar exatamente onde sempre quis estar.

Decidi falar sobre isso porque sei que são muitas as pressões sociais em torno do casamento. Seja pela hora certa, pelo cara certo ou pela forma do casamento, sempre tem alguma tia, um pai ou amiga da mãe esbanjando opinião sobre sua vida amorosa. Talvez, por isso, tantas mulheres entrem despreparadas em seus casamentos e se arrependem pouco tempo depois. São mulheres que se sentem roubadas de sua própria vida, que renunciaram a própria identidade para satisfazer as vontades alheias e agora se sentem perdidas sem saber como sair daquilo que é o “sonho de toda mulher”. Mas será que é mesmo?

Às vezes, a insatisfação nem é culpa do marido, às vezes, é apenas uma questão de não ser o momento certo, de não ter se descoberto ainda ou não ter aprendido que é preciso amar a si mesmo para depois amar o outro. De todos os parâmetros, talvez seja este o mais importante para descobrir o seu momento.

O meu momento15 de dezembro de 2013  – Este foi o meu momento.

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Casei!

vida-a-dois
Tentei começar esse post de várias maneiras porque é tanta novidade na minha vida que nem sei por onde começar!
Acho que só pelo título já dá pra imaginar o tanto de coisas que tenho pra contar, não?
Pra começar eu mudei de casa, sou “esposa” e “dona de casa” além de professora de enfermagem.
Descobri que casar é muito bom quando se tem certeza de que fez a escolha certa. É assim que me sinto a cada dia que passa, mas também é bem difícil às vezes… Eu poderia escrever aqui inúmeras linhas dizendo como tem sido a minha nova vida, mas é tanta novidade que eu acho melhor ir devagar! Risos… Tive uma ideia de como resumir um pouquinho, que tal falar sobre algumas doçuras e desafios da vida a dois? Gostou?! Vamos lá:

Doçuras…

1. Dormir juntinho toda noite (não tem preço).
2. Dividir as tarefas de casa.
3. Cozinhar pra alguém em especial além de mim.
4. Não sentir mais a dor da despedida.
5. A sensação de ter alguém por você de uma forma única (Não sentimos isso em casa quando temos mais 3 irmãos)
6. Descobrir novos hábitos um do outro (é engraçado!).
8. Descobrir com a intimidade o quanto é sólido o que temos.
9. Ser apresentada como ESPOSA (ele não tem ideia do que sinto a cada vez que ele faz isso).
10) Receber beijinhos e abraços quando não estou esperando a qualquer momento do dia.

Desafios… (Pra quem acha que é fácil!! Risos…)

1. Dividir as tarefas de casa (nem sempre é tão fácil por mais parceiro que seja o seu namorado, pois é uma coisa cultural)
2. Ajustar o tempero da comida! (Parece simples, mas é difícil)
3. Entender novos hábitos um do outro (às vezes é estranho).
4. Não deixar que a intimidade ofusque a busca pelo novo e os torne acomodados.
5. Não ter mais um quarto só seu… (sinto muita falta disso)
6. Equilibrar o gosto feminino por decoração com o gosto masculino (nossaa… chato).
7. Entender com paciência um novo personagem: a sogra (Acredite, a mãe dele só é sua sogra depois que você casa. É incrível como ela muda com você, não falo de um jeito ruim mas, parece que as expectativas dela sobre você se multiplicam assustadoramente)
8) Continuar sexy e bela mesmo dando faxina na casa! Rá!!  (Esse é difícil, mas às vezes dá certo) 😉
9) Fazer sessões de beleza sem que ele perceba que você está parecendo uma bruxa com touca no cabelo e creme na cara.
10) Enfim, acho que dá pra resumir tudo no último desafio:

Conseguir ser bem e ao mesmo tempo esposa, namorada, amante, amiga, filha, nora, irmã e você mesma de vez em quando.
😉

Ser mulher é difícil não?! Casada então!!! Mas é maravilhoso gente e pra mostrar só um pouquinho de como é, vou deixar esse vídeo mais lindo do mundo que eu adoro:


A cabeça das mulheres!


Eles acham que somos alguma espécie de enígma indecifrável e há milhares de livros e tutoriais tentando explicar a mente feminina. Por tudo o que já li e ouvi, cheguei à conclusão de que o motivo pelo qual somos tão incompreendidas não tem a ver com a nossa forma de pensar e ver o mundo, mas com a maneira de nos expressarmos e nos comunicarmos com as pessoas. Sei que, às vezes, falta um pouco de paciência por parte dos nossos irmãos, amigos  e amores e que há também outros fatores que dificultam os relacionamentos, mas se temos alguma culpa nesse dilema, é por descarregarmos nossas emoções até mesmo nas situações mais simples.
Às vezes me pego pensando no porquê de as minhas glândulas lacrimais serem tão hiperativas e frequentemente me colocarem em situações constrangedoras. Eu choro quando o filme é feliz ou triste, choro quando amo, choro quando ganho ou perco. E nem adianta pensar comigo mesma: “eu não vou chorar, eu não vou chorar!”, porque isso só acelera o processo. Passei a desenvolver técnicas para disfarçar minhas lágrimas. Eu me viro de lado, me sufoco no travesseiro, corto cebola no meio da tarde e dou gargalhadas assistindo o jornal na TV só pra dizer que chorei de tanto rir. Tenho que confessar que tive crises de riso ao escrever esse post… e chorei sim, por causa disso. Então, eu me conformei, não há jeito pra mim.
O que eu não entendo é o porquê de os homens serem especialistas em perceber os nossos ruídos e olhos lacrimejantes. Por mais que eu me desdobre para escondê-los, sempre sou pega em flagrante. Ele sabe diferenciar os brilhos dos meus olhos e o fungar do meu nariz… Às vezes, fica desesperado por não entender a causa do meu derretimento, em outras vezes ele sorri pra mim com olhos macios e me beija os lábios em meio às águas.
Contudo, as lágrimas não são o único meio pelo qual demostramos nossos sentimentos. As emoções também nos fazem escolher momentos errados, tons de voz mais altos que o necessário e palavras demais. Revelamos nossas fraquezas nos tornando vulneráveis e culpamos o outro pelo nosso descontrole.
Na maioria das vezes em que tive sucesso em meus argumentos, minhas bochechas estavam secas e a minha voz soou tranquila e pacífica. O auto-controle me deu o poder de ser ouvida, fazer minhas próprias escolhas e conseguir o que eu queria. Assim, eu atesto para o fabricante que se há uma deficiência no equipamento feminino, esta não se encontra no cérebro, e eu não duvidaria que estivesse nas glândulas lacrimais.


Amor ou amizade?


Tenho refletido sobre algo nos últimos dias: qual a importância do amor e da amizade em nossas vidas?
Até pouco tempo eu acreditava que o amor, os relacionamentos amorosos eram mais importantes que tudo, até eu descobrir que nem todos os romances tem amor, mas que todos os amigos amam.
Nós confundimos o tempo inteiro a paixão com o amor e por isso justificamos muitas loucuras e injustiças que cometemos. O ciúme, por exemplo, é uma das grandes loucuras que sofremos quando estamos apaixonados e por causa dele somos injustos com muita gente. Apesar de sentirmos ciúme de amigos, familiares e colegas de trabalho, é por causa de nossos amores que cometemos as maiores besteiras. Talvez, porque são eles que nos prometem exclusividade  em uma cultura monogâmica como a nossa. E é por causa dele, do ciúme, da necessidade de posse justificada pelo fato de estar apaixonado é que colocamos as amizades em segundo plano.
Mas seria mesmo o segundo plano o lugar ideal para os nossos amigos?
Meu irmão me disse que o amor deve sempre predominar nos relacionamentos ao invés da paixão e que isso deve ser exercitado desde o início de tudo. Quando a gente ama deseja sempre o bem do outro e isso nos torna capaz de fazer renúncias, já a paixão é egoísta, nos faz pensar em nós mesmos o tempo todo e exigir do outro, até mesmo, o que deveríamos esperar de nós. É bem aqui que as amizades sobram, coitadas! Buscamos exclusividade no outro e nos tornamos exclusivos pra ele também, conscientes ou não, vamos perdendo contato pouco a pouco com os amigos e exigindo o mesmo.
Acontece que um dia a gente acorda (e esse dia sempre chega), e percebe que o que beija o corpo nem sempre é o que “abraça” a alma, contudo, às vezes, um abraço é tudo de que precisamos.
Amigo que é amigo ama: abraça… deseja o melhor pra o outro e não o prende pra si, dá liberdade pra que o outro seja feliz. Então, é uma pena que não haja amor em todos os romances, é uma pena que nem todos os amores sejam amigos, mas ainda bem que todos os amigos são amores. Por isso, o lugar dos amigos não é o segundo plano, é o primeiro, e o amor que queira ser o meu primeiro, que seja meu amigo.


Morar junto…


Às vezes fico pensando se vou conseguir morar junto depois que casar. Sonho com um dia poder compartilhar muitos cafés da manhã, as compras de supermercado e as noites frias, mas como vão ficar os meus dias de tpm? Há dias que acordo irreconhecível por mim mesma: me sinto enorme, inchada, com rosto de lua! Nenhuma roupa me serve, nenhum entretenimento me basta e tenho vontade de me esconder do mundo. Acho que isso dura mais ou menos uns três dias e em cinco anos eu cosegui disfarçá-los muito bem! Mas como vou fazer vivendo com ele sob o mesmo teto?! Pensei em construir uma fortaleza subterrânea com uma porta secreta atrás do guarda-roupa ou algo do tipo, o que acham?
Só sei, que preciso dar um jeito. Não posso abandonar os meus momentos de pijama e cabelo bagunçado. É tão bom estar em casa de folga sem me preocupar com o que os outros vão achar de mim… Andar de meias e havainas pela casa. A intimidade ao mesmo tempo que me atrai, me assusta… 
Talvez, fosse melhor casarmos e vivermos em casas diferentes, como os casais modernos que a minha mãe não entende. Mas, de repente, eu penso que ele também pode ter manias estranhas e bizarras que não sejam nem um pouco sexys e isso me consola! Bom, talvez possamos fazer duas fortalezas, dois cômodos particulares… ou talvez, compartilhemos nossas manias e elas deixem de ser bizarras.