Voltando…

Não é raro encontrar  um blog cujo dono o abandonou por um tempo. Por isso mesmo, meu sentimento de culpa vem diminuindo aos poucos sempre que percebo o abandono do meu. Ao menos comigo e, com algumas blogueiras que conheço, percebo que a irregularidade nos posts ocorrem porque nos importamos demais com o blog. Eu me recuso a escrever só por escrever, pra marcar ponto e manter uma rotina. Postar aqui é algo que amo demais pra fazer de qualquer jeito. Se todo o resto do mundo muda o tempo todo e todas as pessoas têm os seus momentos de reclusão, porque seria diferente com os blogs?!!

Portanto, decidi que não vou mais me desculpar por minhas sumidas, afinal, quero que o blog seja pra mim um espaço de prazer e descontração, onde eu me sinta livre para mostrar o que realmente sou: as minhas sumidas fazem parte de mim.

Bom, não sei direito o que me trouxe de novo a escrever dessa vez, talvez por visitar um dos blogs que mais amo e refletir sobre o quanto algumas pessoas se esforçam por serem felizes em seu dia – a – dia. Isso me contagiou porque tenho a horrível mania de ficar ansiosa por determinadas coisas e condicionar a minha felicidade a realização delas.

A cada dia que passa, percebo que isto é um erro terrível! Vivo agora me policiando para desfrutar dos pequenos prazeres e viver um dia de cada vez. Acho que o blog me ajuda nisso, porque me faz pensar nas pequenas coisas legais do meu dia – a – dia que tenho pra contar. Então, eu estou aqui novamente, sem nenhuma novidade espetacular, mas muito feliz por estar aqui, compartilhando, simplesmente, as coisas que tenho pensado, acreditando que, em algum lugar, alguém que tenha algo em comum comigo venha me visitar pela net, ainda que seja atraída apenas pela combinação certa de palavras-chaves.

Talvez a minha disposição tenha a ver com a primavera também… Como não ficar feliz com uma imagem dessas no meu jardim?

100_4490

😉


Sair sozinha 2

sair sozinha

Fico impressionada quando vejo a grande quantidade de pessoas que chegam aqui utilizando o termo de busca “sair sozinha“. De tanto observar todos os dias esse termo no meu painel, acordei para uma interessante realidade: como existem mulheres sozinhas hoje em dia!

Mas o que mais chama atenção não é a falta de companhia, mas o fato de pesquisarem isso na internet! Risos…
Estar sozinha pode ser, sim, uma escolha da mulher que se ama e conhece o valor daquele velho ditado: “antes só que mal acompanhada”. Mas quando alguém coloca esse termo na internet  em busca de uma referência qualquer, provavelmente, muito tem passado pela sua cabecinha   e não apenas pretende descobrir como o Google funciona.

Acredito que essa mulher deseja, antes de tudo, saber se é comum, para mulheres, sairem sozinhas, desejam saber como se comportar estando sozinhas e o que as pessoas vão pensar delas por estarem sozinhas. Escrevo então, para dizer a você, mocinha, que essa é uma insegurança natural que nós, mulheres, sentimos, decorrente da cultura em que vivemos, afinal, crescemos ouvindo que precisamos de companhia; e tal realidade nos faz perder oportunidades incríveis de conhecer pessoas novas e nos conhecer também.

Outro motivo que deve levar as mulheres a pesquisarem sobre o termo, é a necessidade de expressão do que sentem. Essas mulheres querem dizer ao mundo que estão inconformadas pela falta de companhia, inconformadas por ter o seu desejo de sair limitado pela falta de alguém com elas no momento e, mais ainda, inconformadas por saberem que, em um tempo de tanto avanço tecnológico, tanta liberdade de expressão e progresso do conhecimento, ainda assim seremos discriminadas por sairmos sozinhas, discriminadas a tal ponto que não sabemos sequer nos comportar sem uma companhia.


Amizades de infância

A cada dia eu me certifico mais do valor das amizades. A vida que levamos hoje rouba o nosso tempo sem que nos demos conta e quando abrimos os olhos, esquecemos de desejar Feliz Aniversário, encontramos convites abandonados dentro de alguma gaveta e nos recordamos com saudade dos amigos que há tempos não vemos.

Sinto falta das amigas de infância que faziam de cada momento comigo uma festa! Quando não tínhamos nada pra fazer, subíamos no telhado ou numa árvore e cantávamos Sandy e Junior! Risos… Era sempre tão divertido, não precisávamos de planos, qualquer momento que estivéssemos juntas era o melhor momento, mas se, por outro lado, tivéssemos planos, cumpríamos com muita dedicação.

Combinávamos roupas e brinquedos que queríamos ter. E por falar em brinquedos, as nossas barbies eram amigas também! Trocávamos adesivos pra decorar as nossas agendas… Tudo era tão simples! Elas estavam sempre lá, esperando que eu as chamasse no portão ou me esperando tomar banho pra gente poder sair.

Não era preciso tempo, nem dinheiro… bastava apenas ter uma grande amiga.


A cabeça das mulheres!


Eles acham que somos alguma espécie de enígma indecifrável e há milhares de livros e tutoriais tentando explicar a mente feminina. Por tudo o que já li e ouvi, cheguei à conclusão de que o motivo pelo qual somos tão incompreendidas não tem a ver com a nossa forma de pensar e ver o mundo, mas com a maneira de nos expressarmos e nos comunicarmos com as pessoas. Sei que, às vezes, falta um pouco de paciência por parte dos nossos irmãos, amigos  e amores e que há também outros fatores que dificultam os relacionamentos, mas se temos alguma culpa nesse dilema, é por descarregarmos nossas emoções até mesmo nas situações mais simples.
Às vezes me pego pensando no porquê de as minhas glândulas lacrimais serem tão hiperativas e frequentemente me colocarem em situações constrangedoras. Eu choro quando o filme é feliz ou triste, choro quando amo, choro quando ganho ou perco. E nem adianta pensar comigo mesma: “eu não vou chorar, eu não vou chorar!”, porque isso só acelera o processo. Passei a desenvolver técnicas para disfarçar minhas lágrimas. Eu me viro de lado, me sufoco no travesseiro, corto cebola no meio da tarde e dou gargalhadas assistindo o jornal na TV só pra dizer que chorei de tanto rir. Tenho que confessar que tive crises de riso ao escrever esse post… e chorei sim, por causa disso. Então, eu me conformei, não há jeito pra mim.
O que eu não entendo é o porquê de os homens serem especialistas em perceber os nossos ruídos e olhos lacrimejantes. Por mais que eu me desdobre para escondê-los, sempre sou pega em flagrante. Ele sabe diferenciar os brilhos dos meus olhos e o fungar do meu nariz… Às vezes, fica desesperado por não entender a causa do meu derretimento, em outras vezes ele sorri pra mim com olhos macios e me beija os lábios em meio às águas.
Contudo, as lágrimas não são o único meio pelo qual demostramos nossos sentimentos. As emoções também nos fazem escolher momentos errados, tons de voz mais altos que o necessário e palavras demais. Revelamos nossas fraquezas nos tornando vulneráveis e culpamos o outro pelo nosso descontrole.
Na maioria das vezes em que tive sucesso em meus argumentos, minhas bochechas estavam secas e a minha voz soou tranquila e pacífica. O auto-controle me deu o poder de ser ouvida, fazer minhas próprias escolhas e conseguir o que eu queria. Assim, eu atesto para o fabricante que se há uma deficiência no equipamento feminino, esta não se encontra no cérebro, e eu não duvidaria que estivesse nas glândulas lacrimais.


Amor ou amizade?


Tenho refletido sobre algo nos últimos dias: qual a importância do amor e da amizade em nossas vidas?
Até pouco tempo eu acreditava que o amor, os relacionamentos amorosos eram mais importantes que tudo, até eu descobrir que nem todos os romances tem amor, mas que todos os amigos amam.
Nós confundimos o tempo inteiro a paixão com o amor e por isso justificamos muitas loucuras e injustiças que cometemos. O ciúme, por exemplo, é uma das grandes loucuras que sofremos quando estamos apaixonados e por causa dele somos injustos com muita gente. Apesar de sentirmos ciúme de amigos, familiares e colegas de trabalho, é por causa de nossos amores que cometemos as maiores besteiras. Talvez, porque são eles que nos prometem exclusividade  em uma cultura monogâmica como a nossa. E é por causa dele, do ciúme, da necessidade de posse justificada pelo fato de estar apaixonado é que colocamos as amizades em segundo plano.
Mas seria mesmo o segundo plano o lugar ideal para os nossos amigos?
Meu irmão me disse que o amor deve sempre predominar nos relacionamentos ao invés da paixão e que isso deve ser exercitado desde o início de tudo. Quando a gente ama deseja sempre o bem do outro e isso nos torna capaz de fazer renúncias, já a paixão é egoísta, nos faz pensar em nós mesmos o tempo todo e exigir do outro, até mesmo, o que deveríamos esperar de nós. É bem aqui que as amizades sobram, coitadas! Buscamos exclusividade no outro e nos tornamos exclusivos pra ele também, conscientes ou não, vamos perdendo contato pouco a pouco com os amigos e exigindo o mesmo.
Acontece que um dia a gente acorda (e esse dia sempre chega), e percebe que o que beija o corpo nem sempre é o que “abraça” a alma, contudo, às vezes, um abraço é tudo de que precisamos.
Amigo que é amigo ama: abraça… deseja o melhor pra o outro e não o prende pra si, dá liberdade pra que o outro seja feliz. Então, é uma pena que não haja amor em todos os romances, é uma pena que nem todos os amores sejam amigos, mas ainda bem que todos os amigos são amores. Por isso, o lugar dos amigos não é o segundo plano, é o primeiro, e o amor que queira ser o meu primeiro, que seja meu amigo.


Amores de longe

Conviver se torna mesmo fácil à medida em que se ama? Ou seria o inverso: quanto mais amamos alguém, mais difícil se torna a convivência com o mesmo? E o que o tempo tem a ver com tudo isso? Será o tempo responsável pelas desavenças e reconciliações entre as pessoas? Hoje me peguei pensando nessas e outras questões quando refleti sobre minha relação com algumas pessoas que eu amo tanto, mas definitivamente não consigo conviver com elas. Parece tão contraditório que alguém com quem eu tanto me importo, me incomode tanto, às vezes… Depois de tentar de todas as formas resolver esse dilema, cheguei à conclusão que existem pessoas que eu chamaria de Amores de longe. Seriam aquelas pessoas que por serem tão diferentes de nós, não conseguimos dividir com elas o nosso espaço, pessoas que nos provocam faíscas se chegarem muito perto. Às vezes, um amigo que sempre foi de longe, às vezes um outro que mudou e não consegue ficar perto, às vezes um parente, um familiar. Só não consigo imaginar um namorado como amor de longe… Como os namorados querem estar sempre juntos, acho que não é possível… Que bom! Mas para aquelas pessoas, existem o coração, o telefone e as cartas! Alguém se lembra ainda de como se escreve uma carta?! Depois do advento da internet, ninguém fala mais em muita coisa: ficaram esquecidos os jornais impressos, os selos e as cartas. Hoje existe o e – mail. Este pode até ser legal e muito mais rápido, mas talvez nunca se compare à emoção de abrir uma carta muito esperada: tocar no papel que já foi tocado pela outra pessoa, ver manchadas as letras com lágrimas e perceber o tremor das mãos quando o sono queria interromper a escrita. Escrever uma carta era um sacrifício que só pagava quem sentia mesmo saudade… ou quem não conseguia ficar perto. Não quero esticar muito o post, só queria dividir um pouco “a dor e a delícia” de ter amores de longe.


Na casa da vovó!

Uma das minhas metas pra esse novo ano é dar mais atenção às pessoas que amo e a primeira pessoa querida da minha lista é a minha vó. Ela é uma senhora de 81 anos ( ou é 80?) e mora sozinha em um bairro distante da minha casa. Com a correria da minha vida e a distância geográfica eu caí no grande deslize de não frequentar muito a sua casa. Já faz um tempo que venho tentando consertar isso, mas ainda não a visito com frequência necessária. Esse ano eu decidi que preciso mudar isso, urgente!!

Então, ontem eu passei o dia na casa da minha vó. Fui na quarta-feira à noite, às 19:00 horas mais ou menos, dormi com ela e passei o dia de quinta-feira lá. Cheguei às ontem às 17:30 em casa muito satisfeita. Eu não fui de bicicleta, como a chapeuzinho do filme, nem cantarolando e saltitando pela estrada fora como na história original, mas eu fui feliz, renunciei a noite com o meu noivo, fui de moto e levei sim uns quitutinhos pra ela.
Ela não estava se sentindo bem, ficou deitada a maior parte do tempo, então eu cuidei da casa, fiz almoço pra ela e cuidei da minha vozinha durante todo o tempo. Fiquei muito feliz de poder estar com ela naquele momento difícil e fiquei ainda mais o meu objetivo de passar mais tempo com ela. E você, há quanto tempo não vai à casa da vovó?