A cabeça das mulheres!


Eles acham que somos alguma espécie de enígma indecifrável e há milhares de livros e tutoriais tentando explicar a mente feminina. Por tudo o que já li e ouvi, cheguei à conclusão de que o motivo pelo qual somos tão incompreendidas não tem a ver com a nossa forma de pensar e ver o mundo, mas com a maneira de nos expressarmos e nos comunicarmos com as pessoas. Sei que, às vezes, falta um pouco de paciência por parte dos nossos irmãos, amigos  e amores e que há também outros fatores que dificultam os relacionamentos, mas se temos alguma culpa nesse dilema, é por descarregarmos nossas emoções até mesmo nas situações mais simples.
Às vezes me pego pensando no porquê de as minhas glândulas lacrimais serem tão hiperativas e frequentemente me colocarem em situações constrangedoras. Eu choro quando o filme é feliz ou triste, choro quando amo, choro quando ganho ou perco. E nem adianta pensar comigo mesma: “eu não vou chorar, eu não vou chorar!”, porque isso só acelera o processo. Passei a desenvolver técnicas para disfarçar minhas lágrimas. Eu me viro de lado, me sufoco no travesseiro, corto cebola no meio da tarde e dou gargalhadas assistindo o jornal na TV só pra dizer que chorei de tanto rir. Tenho que confessar que tive crises de riso ao escrever esse post… e chorei sim, por causa disso. Então, eu me conformei, não há jeito pra mim.
O que eu não entendo é o porquê de os homens serem especialistas em perceber os nossos ruídos e olhos lacrimejantes. Por mais que eu me desdobre para escondê-los, sempre sou pega em flagrante. Ele sabe diferenciar os brilhos dos meus olhos e o fungar do meu nariz… Às vezes, fica desesperado por não entender a causa do meu derretimento, em outras vezes ele sorri pra mim com olhos macios e me beija os lábios em meio às águas.
Contudo, as lágrimas não são o único meio pelo qual demostramos nossos sentimentos. As emoções também nos fazem escolher momentos errados, tons de voz mais altos que o necessário e palavras demais. Revelamos nossas fraquezas nos tornando vulneráveis e culpamos o outro pelo nosso descontrole.
Na maioria das vezes em que tive sucesso em meus argumentos, minhas bochechas estavam secas e a minha voz soou tranquila e pacífica. O auto-controle me deu o poder de ser ouvida, fazer minhas próprias escolhas e conseguir o que eu queria. Assim, eu atesto para o fabricante que se há uma deficiência no equipamento feminino, esta não se encontra no cérebro, e eu não duvidaria que estivesse nas glândulas lacrimais.

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Esperando o amanhecer…

Faz um tempo que não apareço por aqui e dessa vez não é por falta de folga ou assunto, só não tenho vontade de falar sobre os assuntos que mais tem ocupado minha mente nos últimos tempos. Posso dizer que o que mais tenho feito é tratar de problemas de saúde da minha família e tem sido muito desgastante psicologicamente. Por esse motivo, não tenho encontrado ânimo para escrever, pois são essas coisas que têm ocupado o meu dia e minha mente.
Bom, hoje venho aqui pra dizer que estou viva, que o blog não acabou e que ainda é um dos meus hobbies favoritos.
Dizer que tenho provado que a esperança de dias melhores, a expectativa de uma notícia boa mesmo depois de ter ouvido tantas ruins é o que nos mantém de pé. Por isso, sempre estou em busca de algo que me faça olhar pra frente, tenho tomado banhos de sol apesar de tudo e pinto minhas unhas mesmo sem tanta vontade. E assim eu lembro sempre de uma frase que li em um livro uma vez:

“O sol nunca aparece tão belo como depois das intermináveis chuvas” (Eleanor H. Porter)