Amores de longe

Conviver se torna mesmo fácil à medida em que se ama? Ou seria o inverso: quanto mais amamos alguém, mais difícil se torna a convivência com o mesmo? E o que o tempo tem a ver com tudo isso? Será o tempo responsável pelas desavenças e reconciliações entre as pessoas? Hoje me peguei pensando nessas e outras questões quando refleti sobre minha relação com algumas pessoas que eu amo tanto, mas definitivamente não consigo conviver com elas. Parece tão contraditório que alguém com quem eu tanto me importo, me incomode tanto, às vezes… Depois de tentar de todas as formas resolver esse dilema, cheguei à conclusão que existem pessoas que eu chamaria de Amores de longe. Seriam aquelas pessoas que por serem tão diferentes de nós, não conseguimos dividir com elas o nosso espaço, pessoas que nos provocam faíscas se chegarem muito perto. Às vezes, um amigo que sempre foi de longe, às vezes um outro que mudou e não consegue ficar perto, às vezes um parente, um familiar. Só não consigo imaginar um namorado como amor de longe… Como os namorados querem estar sempre juntos, acho que não é possível… Que bom! Mas para aquelas pessoas, existem o coração, o telefone e as cartas! Alguém se lembra ainda de como se escreve uma carta?! Depois do advento da internet, ninguém fala mais em muita coisa: ficaram esquecidos os jornais impressos, os selos e as cartas. Hoje existe o e – mail. Este pode até ser legal e muito mais rápido, mas talvez nunca se compare à emoção de abrir uma carta muito esperada: tocar no papel que já foi tocado pela outra pessoa, ver manchadas as letras com lágrimas e perceber o tremor das mãos quando o sono queria interromper a escrita. Escrever uma carta era um sacrifício que só pagava quem sentia mesmo saudade… ou quem não conseguia ficar perto. Não quero esticar muito o post, só queria dividir um pouco “a dor e a delícia” de ter amores de longe.

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2 Comentários on “Amores de longe”

  1. Carla Magalhães disse:

    Adorei esse post. Realmente, a convivência é uma coisa complicada, a gente tem que estar sempre buscando o equilíbrio, cedendo, reconsiderando. Acho que o tempo tem uma parcelinha minúscula de culpa, porque na verdade a gente é que tem que ir amadurecendo e aceitando que assim como nós, o relacionamento vai mudando. O que não signifique que piore, né?

    E preciso dizer que é muito ruim estar longe de quem amamos (experiência própria). Estou contando os dias para o meu reencontro. Difícil é, e o que ajuda a segurar a onda é o tamanho do que sentimos, né não?

    Beijos!!!!

    • Quelle disse:

      Com certeza Carla, o tamanho do que sentimos é o que nos faz acreditar que é possível, mesmo longe!

      Bjo!


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