A beleza do perito

 Há poucas coisas tão belas quanto a destreza de um perito em sua arte. A habilidade de um marceneiro, a criatividade de um compositor, a paciência de um professor são características que nos pasmam e nos seduzem às mesmas práticas. É uma pena que sem o dom, tudo fica mais difícil e a prática, então, não é tão bela assim! Mas a gente tenta, se esforça, mexe pra lá, quebra, mexe pra lá, rasga, puxa, estica e… pronto! Aí está a arte de um futuro perito, que muito tem a puxar e a mexer e a esticar até que saia alguma coisa.

      Bom, mas vale a pena o sacrifício e, assim, a cada dia, tentamos ser  o que sonhamos neste palco de incertezas que vivemos: a vida! E o pior, ou melhor, depende da perícia ou peripécia, é que ela nos dá vez! A gente erra, paga, chora, aprende; mas sempre há uma nova oportunidade de errar! É incrível, não? Todos os dias nos deparamos com um novo amanhecer, uma outra chance de nos tornar peritos naquilo que tanto desejamos ser: felizes!

      Mas será que tem graça tal especialidade? Quem é feliz o tempo todo não tem nada pra aprender;

      E uma vida sem gafes não dá motivos pra rir:

      Pra sentir vergonha:

      Ou a carícia de uma lágrima…

      Uma vida sem imprevistos não nos dá emoções;

      Não tem o prazer de um banho de chuva!

      E diminui a chance de um dia de folga!

      Uma vida sem riscos não nos dá a chance de viver um grande amor,

      E uma vida sem amor… não é vida,

é tristeza sem fim…

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