Dores…

   Desde muito tempo o homem vem tentando vencer a dor. Analgésicos potentes foram descobertos, terapias foram experimentadas e muitos empenhos trouxeram a humanidade para um tempo em que grande parte de suas dores pode ser aliviada.
   Há dores, no entanto, que não são controladas facilmente com remédios e terapias. As dores emocionais, psíquicas, chegam a torturar, muitas vezes, pessoas que não estão em hospitais ou sob ação de medicamentos; e sem saber lidar com esse fenômeno, trancam-se em seus mundos, escondem-se sob suas máscaras de alegria, sucesso e perfeição. As dores passam a fazer parte do seu cotidiano, como sintoma de doentes crônicos que não têm esperança de cura e convivem com isso dia após dia.
   Algumas pessoas conseguem suportar melhor as quedas e depois de um tempo, estão de pé novamente. Outras, se entregam a sua fraqueza e vivem dias à espera de auxílio. Apesar de muitas vezes trazer tristeza, a dor faz, daqueles que a superam, vencedores. Ao fim da tempestade, as nuvens se esvaem, o sol brilha mais forte e lhes mostra que são muito mais capazes do que pensávam ser, que possuem riquezas que não reconheciam e amores que não sabiam.
   Ao fim de tudo, a dor os deixa debilitados, aparência mórbida e cansada, mas dentro de si, uma enorme vontade de viver. É preciso aprender a valorizar a dor, a perder com dignidade e sensatez e tirar do sofrimento coragem para viver. É preciso aprender que a vida vale muito mais do que aparenta, com todas as suas alegrias e os seus dissabores; e aprender que os sorrisos não são recompensas para sofredores, mas sim, as armas dos vencedores!
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